Comparar cidades nem sempre é pouco auspicioso. Cada metrópole, cidade ou lugarejo tem características peculiares, é verdade. Mas fiquei orgulhoso, como brasiliense de coração, ao ouvir uma comparação, dias atrás. Numa noite de autógrafos no espaço Assis Chateaubriand, no Correio Braziliense, falávamos sobre o aumento do número de salas de espetáculo teatral e de muitos outros espaços destinados à arte, à cultura e ao entretenimento. “Brasília está se tornando uma nova Paris”, disse-me o meu amigo Heitor (o craque do teatro do improviso. Não, não ... do imprevisto). Pensei nisso. Paris é uma cidade luz num amplíssimo sentido, mas o é principalmente no sentido cultural. Brasília, capital do terceiro milênio, merece a comparação e, nisso, há um importante pormenor: Brasília é linda, fácil e acessível, com seu traçado urbanístico magistral e incomparável. E ha muitos espaços atualmente mal utilizados – característica da maturidade – quando a cidade alcança seus 50 bem vividos anos. A no...
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