Oito de março
Dito isso, pronto me calo
Sorvo-te a luz, verbo haver.
Que cada humano ao nascer
Há de criar-se em teu colo
Rendido ao teu rico saber
Nem santa, nem pecadora
Ser do paraíso oriundo
Embora seja teu o mundo
Teu melhor universo é o lar
Ora sublime, ora banal
Sempre sabendo ser única
Ora discreta, ora fatal
Beijo-te a mão e os pés
Sem desvendar quem tu és
Só sei que te chamas mulher.
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